sexta-feira, 27 de maio de 2011

Este texto que segue abaixo é de autoria do Sr.Jacson Segundo do Observatório do Direito à Comunicação

, e fala à respeito do projeto que pretende dar à libertade para as emissoras de rádio para que transmitam o programa Voz do Brasil nos horários entre 19h e 22h.

" No ar há 76 anos e conhecido por cerca de 90 % da população brasileira, o programa de rádio A Voz do Brasil caminha para não ter mais horário fixo de transmissão, às 19h. Algumas rádios já não transmitem nesse horário por meio de liminares obtidas na Justiça. Mas nesta terça-feira (24) a Câmara dos Deputados deu um passo importante para que a flexibilização do horário da Voz vire lei, permitindo às emissoras – com exceção das educativas – escolherem aleatoriamente a transmissão entre 19h e 22h.
O projeto aprovado nesta terça-feira na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara – por unanimidade - é de 2003 (PL 595) , de autoria da deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC). Originalmente ele propunha uma flexibilização maior nos horários (19h30 a 00h30) e ainda estendia a obrigação da exibição do programa para a TV. Além disso, o texto original não diferenciava as emissoras pelo tipo, criando a flexibilização para todas.
Tudo isso foi mudando ao longo do tempo. O projeto já passou pelo Senado e para se tornar lei definitivamente falta ainda tramitar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e pelo Plenário da Câmara.
Para as rádios que optarem em transmitir o programa fora do horário padrão, às 19h, o projeto atual as obriga a avisarem a hora certa em que ele irá ao ar. Ele mantém a necessidade da transmissão do programa durante 1 hora seguida e também o atual formato: 25 minutos para o Poder Executivo, 5 minutos para o Judiciário, 10 minutos para o Senado e 20 minutos para a Câmara.

Diferença
O projeto aprovado na CCTCI cria uma diferenciação perigosa entre as rádios. Ele permite todas, inclusive as comunitárias, a escolherem o horário que desejam transmitir A Voz do Brasil. Só mantém a obrigação para as emissoras educativas. “Lamento que o projeto nos deixou de fora. Não houve sensibilidade que, por um motivo diferente das comerciais, nós temos também uma preocupação de atingir o ouvinte dentro de suas diferentes necessidades”, critica Orlando Guilhon, vice-presidente da Associação das Rádios Públicas do Brasil (Arpub).
A justificativa do relator do projeto, José Rocha (PR/BA), é que a flexibilização para essas rádios poderia alterar seu caráter. “Julgamos pertinente que a transmissão da Voz do Brasil no horário das 19 horas seja preservada como marca indissociável das emissoras educativas no cumprimento de suas finalidades sociais ”, diz o deputado. As emissoras legislativas só podem, de acordo com o projeto, flexibilizar a transmissão da Voz quando houver sessões deliberativas nas Assembleias e Câmaras às 19h.
Por trás desse discurso, há claramente interesses comerciais em jogo. Não é à toa que uma das principais interessadas na aprovação do projeto é a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). O interesse das rádios comerciais é vender publicidade no horário das 19h, que é um dos mais nobres do veículo.
O representante da Arpub entende que é necessário flexibilizar o horário para todas as emissoras. Ele argumenta que as educativas muitas vezes têm interesse em transmitir eventos esportivos e culturais que acontecem entre às 19h e 20h. “É para cumprir a missão pública de comunicar”, afirma Guilhon, lembrando que as educativas serão prejudicadas na próxima Copa do Mundo, por exemplo, se o PL 595/03 se tornar lei, já que estão previstos jogos nessa faixa horária.
A obrigatoriedade das educativas em seguir um horário fixo também pode criar uma confusão. Muitas delas, apesar de serem gerenciadas por governos locais, possuem uma concessão comercial. Isso criaria uma diferenciação ainda maior, entre as próprias rádios do campo público.
Já o diretor da Federação dos Radialistas (Fitert) Chico Pereira acredita que o programa deveria continuar sendo transmitido às 19h em todas as rádios do país. Ele aponta que a transmissão da Voz mais tarde vai prejudicar principalmente os cidadãos das zonas rurais, que formam boa parte dos ouvintes da atração. “Tem gente no campo que nem ouve a Voz do Brasil por causa da hora porque às 4h ele já está se encaminhando para o trabalho”, argumenta Chico, que enfatiza que A Voz do Brasil é uma das principais fontes de informação para esse público.
História
O programa foi criado em 1935 durante o governo de Getúlio Vargas com o nome de Programa Nacional. De 1934 a 1962, foi ao ar como Hora do Brasil, sendo que em 1938 passou a ter veiculação obrigatória, somente com divulgação de atos do Poder Executivo, das 19h às 20h.
Apenas com a aprovação do Código Brasileiro de Telecomunicações, em 1962, é que o Poder Legislativo passou a ocupar a segunda meia hora do noticiário do programa e, em 1971, passa a se chamar A Voz do Brasil. Em 1995, A Voz entrou para o Guiness Book como o programa de rádio mais antigo do Brasil".

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A de$valorização do intelecto.


A luta dos professores é legítima. A necessidade de organização para a reinvidicação da melhoria dos salários deveria contar com o apoio de toda a sociedade civil. Meu discurso está baseado na premissa de que a educação é a única salvação para o nosso Brasil, se você concorda comigo não pode deixar de apoiar a luta dos professores. Tenho escutado manifestações contrárias a greve, ou a paralização do magistério, mas normalmente estas reclamações são de pessoas que não tem com quem deixar os seus filhos quando saem para trabalhar. Sei que está não deve ser uma situação simples e que a preocupação deve tomar conta dos corações de milhares de pais e mães que não tem escolha. Mas é preciso se dar conta que este é um passo muito importante na busca por um ensino melhor e de mais qualidade. A minha opinião é simples, quando mais bem pago e melhor preparado, mais qualidade de ensino o professor vai passar aos estudantes, mais vontade e mais aplicação ele vai ter, ressumindo estará mais motivado. E é simples, se compararmos os ganhos de um deputado estadual ao de um professor do ensino-médio da rede pública constataremos uma discrepância absurda, minha sugestão é simples, tiramos dos gastos da união apenas 20% e repassamos aos professores. Como faremos isto? Cortando os ganhos descabidos de todos os políticos do país, eliminando todos os gastos presidenciais com jantares, festas e recepções para figurões e autoridades megalomaníacas, extinguindo todas as verbas e auxílios que não fazem sentido algum. Talvez só assim já estaremos melhorando e muito a situação dos professores. A greve é uma forma legítima de protestar e de exigir direitos, ou no minímo atenção para que se discuta melhores condições de trabalho para aqueles que deveriam ser o norte da educação em qualquer nação. Outra questão eminente é o conhecimento e a condição intelectual dos nossos professores, mas esse assunto fica para um outro post. Hoje o importante é que se consiga o objetivo de uma melhor remuneração para que depois possamos cobrar mais dedicação e mais conhecimento.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Gladiadores do poder.


O trânsito de Florianópolis é uma vergonha, essa não é uma novidade. A quantidade de projetos que temos para tentar solucionar nossos problemas com relação a mobilidade dentro de Floripa é que me surpreendeu. Lendo um dos jornais que circulam aqui diariamente, descobri que temos diversos projetos que podem melhorar e muito nossa capital. O problema é que não saem do papel, pois há conflitos na comunicação dos orgãos que deveriam trabalhar em conjunto para executar tais projetos. O jornal levantou questões à respeito da eficiência dos mesmos e se funcionariam em conjunto. Os governos municipais e estaduais levantam projetos como levantam bandeiras de seus partidos, mas deixam de lado a comodidade da população por brigas políticas, uma prática comum em todo o Brasil. A questão é que precisamos de pessoas nos governos e na sociedade civil,como um todo, que esqueçam suas preferências partidárias, pelo menos quando se trata de assuntos que cuidam do bem comum da população. Nossa cidade nunca foi planejada e não podemos culpar os governantes atuais por questões antigas como a nossa mobilidade urbana, particularmente gosto do Prefeito e até sou filiado ao PMDB, o mesmo partido dele. Mas não posso de maneira nenhuma fechar os meus olhos para os problemas que aflingem nossa cidade. Fazemos nossas escolhas e nos posicionamos com relação a diversos assuntos da nossa sociedade, mas não podemos esquecer exatamente disto, vivemos em sociedade e essas questões ultrapassam os muros de nossas casas e as portas de nossos apartamentos. Existem soluções já pensadas e claramente necessárias, como por exemplo, o metrô de superfície e os corredores de mobilidade, essas questões é que deveriam se tornar um plebicíto, pois seria muito importante as pessoas votarem e entenderem quais os planos de nossos governantes à respeito da nossa vida cotidiana. Por enquanto contínuamos aqui, nesta luta diária para não enlouquecer, não perder a sanidade com outras pessoas na rua e no trânsito, pois com relação aos políticos já estamos loucos há muito tempo, e são as mesmas figurinhas carimbadas,sempre os mesmos, gladiadores do poder.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Bobagens sem Limites.

O mundo das mídias é interpretado superficialmente pela grande maioria da população mundial. Está postagem é uma intimação urgente à reflexão sobre as conseqüências sócio-culturais dessa tempestade de emoções e sentimentos descartáveis, que transforma os menos informados em reféns dos falsos sonhos, que são metralhados em série nas telas e monitores pelo mundo. Os valores e os desejos estão sendo reformulados na mesma velocidade em que se avança tecnológicamente. Será este o caminho correto para avançarmos para um mundo menos injusto?
Computadores de última geração, televisões cada dia maiores, Internet de alta velocidade, é isso que sonhamos e desejamos. As mídias se tornaram divindades e vivemos em matrimônio com as imagens, dependemos delas para a nossa formação intelectual. Uma literatura que pode ajudar a esclarecer nossas mentes à respeito desde assunto é um livro do autor Todd Gitlin, intitulado Midias sem Limites

, que analisa esses novos paradoxos midiáticos, e evidência como qualquer tentativa de se proteger gera ainda mais notícia e revela o que há por trás da torrente ilimitada de promessas de satisfação, traduzidas em espetáculos mirabolantes que celebram a ação, a aventura, o drama e o suspense. Casos cada vez mais claros chegam todos os dias as nossas casas, se iremos perpetuar estas "bobagens sem limites" é uma escolha nossa.




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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Velhos Hábitos...LER E ESCREVER

Salve Raça da ILHA...

Estamos retomando as atividades do blog. Apesar de às vezes eu sentir que escrevo para ninguém, tive um pedido de uma amiga da faculdade para voltar com as postagens. Beleza, tamo aí. Mas na realidade este blog é uma ferramenta para que eu treine o hábito da leitura e da escrita, e é lógico pretende informar e divertir de maneira coloquial quem quizer acessar. E é exatamente neste ponto que eu gostaria de chegar, o hábito da leitura e da escrita. Segundo estudiosos, existem três objetivos distintos para compreender a importância do hábito de ler: Ler por prazer; Ler para estudar; Ler para se informar. Através da leitura realizada com prazer, é possível desenvolver a imaginação, embrenhando no mundo da imaginação, desenvolvendo a escuta lenta, enriquecendo o vocabulário, envolvendo linguagens diferenciadas, etc. A leitura voltada para o estudo é a mais cobrada pelos professores desde o início do ensino fundamental, apesar de muitos não estarem preparados para desenvolver em seus alunos tal hábito.
A leitura dinâmica e descontraída é uma das melhores formas de adquirir informações. O ideal é que se aprenda a ler textos informativos, artigos científicos, livros didáticos, paradidáticos, e etc.
Já o hábito da escrita, esse é fundamental, para a construção do cárater das pessoas, sim, escrevendo as pessoas vão se auto-conhecendo, não sei se este termo é o mais correto, mas essa prática leva as pessoas ao fundo de suas almas e assim acabam colocando no papel, na tela, seus pensamentos mais contundentes e suas vontades mais escondidas. Como em toda a prática, a repetição faz com que o resultado vá melhorando com o tempo.
Sabe-se que nos dias de hoje as pessoas estão lendo cada vez menos, e escrevendo cada vez mais abreviado e errado. Será? Temos uma quantidade de informação cada vez maior, talvez só este fato seja suficiente para que se questione está informação, além do mais as redes sociais, os blogs e a comunicação via email, nos permitem escrever quase que diariamente repetidas vezes. A questão pode estar relacionada então, ao ambiente virtual, ou seja, tudo hoje se torna cada vez mais virtual. Não temos o hábito de ler nem de escrever, porque muitas vezes não temos hábito algum. Nossas vidas estão cada vez mais ficando presas dentro do computador, nosso trabalho depende disto, nossos relacionamentos dependem disto, nossas fontes de informação muitas vezes são fontes virtuais. Pegar um livro, está se tornando coisa de outro mundo, ter um diário, ou escrever de próprio punho, é coisa das cavernas. Minha humilde sugestão, cultive velhos hábitos, converse com pessoas de mais idade, leia os livros guardados no porão, tenha a mente aberta para perceber que existe um mundo aí fora, e que as coisas estão acontecento, goste você ou não...Você pode ter uma surpresa maravilhosa.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Em 2010 saiba em quem você vota.

Ano de eleição...
Nunca concordei com campanha politíca, acho um saco...
Mas pensando bem, como fazer politíca de outra forma? Fugir desta forma convencional de se conduzir uma campanha, e que há muito tempo é conduzida da mesma maneira pelas mesmas pessoas (politícos e marketeiros). Não poderia dizer algo à respeito senão procura-se conhecer as entranhas de uma campanha. Foi o que eu fiz.
O mais improvável aconteceu, conclui que é muito difícil fugir desta forma arcaíca de se fazer politíca. E então o que devo fazer para não errar na hora de votar. O que se deve pensar é em quem você vai votar, qual é seu passado e quais são suas intenções em relação ao coletivo. Esse é o nosso dever. Por mais que você queira mudar ou fazer diferente, nós eleitores não estamos preparados para mudanças radicais nas peças de propaganda ou nas frases de efeito, e nos jingles cansados que a maioria dos candidatos fazem durante suas campanhas. Em muitos casos, até gostamos de alguns.
Aqui em Florianópolis temos grandes tubarões que estão muito bem preparados para seguir as cartilhas eleitorais do nosso Brasil, então pensei em entrar na onda e lançar a minha campanha: em 2010 não reeleja ninguém...

quarta-feira, 24 de março de 2010

Não Há Front&iras.

Tá na hora de pensar em 3D, tá na hora de produzir 3D.
Já acontecem simulações da televisão em terceira dimensão, uma forma de assistir TV que ganha força através do cimena. Filmes como AVATAR, que levaram milhões de brasileiros as salas de cinemas contribuem para a aceleração do processo 3D nas telas menores das televisões. Acretido que a copa do mundo na África conte com conteúdo 3D.
A evolução da TV no Brasil nos últimos 60 anos é notável, começou com Assis Chateaubriand e chegou as telas finas de alta definição. E o processo 3D, passa agora a acrescentar profundidade a nítidez e as cores já existentes nas TV de alta definição. Lógico que o conteúdo não é para todos, pois o equipamento não será para todos, mas a questão não é ter 3D e sim produzir para a TV 3d. Florianópolis é um pólo de criação de jogos, ou se preferirem '' Games '' , e está na hora de pensarmos em conteúdo para TV, tenho algumas ideias, não tenho é os canais, quem sabe juntando forças, o que é bem corrente no mercado atual não possamos revolucionar, emmmm...